A Revista Philos cresceu.

Os nossos anseios de multiplicidade e divulgação da arte literária navegaram por entre mares distantes e levaram-nos ao reconhecimento de algumas instituições culturais, o que nos permitiu a nomeação de Revista literária da União latina. A Philos, selo literário da Camará Cartonera, agora é parte de uma organização de escritores, artistas, críticos e acadêmicos de diversos países que compuseram a extinta União latina (Unilat), mas que continuam trabalhando em prol de uma latinidade plural.

Nossos esforços agora se destinam a difundir a herança linguística e as identidades do mundo latino atual a partir da publicação de obras artísticas e literárias que contribuam para a expansão das línguas e espaços linguísticos, propiciando a democratização da literatura no Brasil. Ao reunirmos um patrimônio, distribuímos igualmente um tesouro numa perspectiva plurilíngue, no âmbito de parcerias regionais e com o apoio de organismos comunitários, mantendo vivas as tradições orais e a escrita de um povo.

Uma latinidade ativa encoraja o intercâmbio entre pessoas e culturas, favorece o diálogo sobre as nossas origens comuns e permite o reconhecimento de nossas perspectivas culturais na contemporaneidade. É através da partilha que o indivíduo se torna completo.

Os poemas são uma peregrinação, uma crença Ana Hatherly

Fazemos dessa peregrinação uma caminhada de muitos pés descalços, sob as terras férteis das palavras, tateando suas formas, seu plurilinguismo, sua multiculturalidade. Parafraseando Ana Hatherly, dizemos: a literatura é uma crença que impele o autor ao corpo a corpo com o abismo que o cerca.

Philos, uma raiz, vozes diversas.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

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