O Dossiê de Literatura Neolatina apresenta os poemas do artista pernambucano Souza Pereira. Laureado em Biomedicina pela Universidade Federal de Pernambuco e mestrando em Genética e Biologia Molecular pela mesma instituição, é membro dos grupos de pesquisa em Patologia Molecular e Medicina Genômica (Patgen) no Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Brasil-Japão). É Editor-chefe  e Co-founder da Revista Philos.

Sem título N°0

De todos é sabido
Que o tempo não possui
Outra grandeza
Que a sua própria paciência

Não há nada o que se fazer
Contra as noites de outono
Quando as tardes desaparecem
Diante dos olhos

E a noite extingue o sol
Com as gotas frias das chuvas
Não há nada o que se fazer
Contra as noites

Sin Tìtulo N°0

De todos es sabido
Que el tiempo no tiene
Otra grandeza
Además de su propia paciencia

No hay nada lo que hacerse
Contra las noches de otoño
Cuando las tardes desaparecen
Delante de los ojos

Y la noche extingue el sol
Con las gotas frías de las lluvias
No hay nada lo que hacerse
Contra las noches

Sense títul N°0

De tots és sabut
Que el temps no té
Una atra grandea
Ademés de la seua pròpia paciència

No hi ha res lo que fer-se
Contra les nits d’autumne
Quan les vesprades desapareixen
Davant dels ulls

I la nit extinguix el sol
En les gotes fredes de les pluges
No hi ha res lo que fer-se
Contra les nits

Sem Título Nº33

Faz-se necessário plantar jardins,
Reconstruí-los ao longo dos centros
Nucleares
Com lírio e violetas,
Para que as flores possam
Refazer os estímulos
De minha latência,
De minha calma,
De minhas agonias.
Não pelo que são,
Nem pelo caráter estético,
Mas porque às vezes
Me confundo.
Quero ser jardim quase sempre,
E fazer jardinagem de vez em quando.
Estes são os dias
Que eu mais gosto

Posted by:Jorge Pereira

Produtor cultural e agente literário pernambucano baseado no Rio de Janeiro e São Paulo. Fundador da Casa Philos e editor-chefe da Revista Philos. Curador de festivais literários e de arte contemporânea.

Uma resposta para “Dossiê de Literatura Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Souza Pereira

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