Soneto de São Francisco

Um dia, São Francisco de Assis,
Escutando piar um passarinho
Que descuidado caiu de seu ninho,
Resolveu ajudar o infeliz.

E com suas mãos deu calor à ave
Que imediatamente cessou o pio
Do coraçãozinho voou o frio:
Eis que achara um ninho mais suave.

São Francisco percebendo, então,
Tanto conforto do pequeno ser,
Deixou aquela pluma em sua mão.

Por um bom tempo era de se ver
Aquelas mãos de onde vinha um canto:
Era o pássaro que saudava o santo.


Caio Junqueira Maciel (Minas Gerais, 1952). Poeta brasileiro residindo em Braga, Portugal.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Dossiê de Literatura Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Caio Junqueira Maciel

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