Soneto de São Francisco

Um dia, São Francisco de Assis,
Escutando piar um passarinho
Que descuidado caiu de seu ninho,
Resolveu ajudar o infeliz.

E com suas mãos deu calor à ave
Que imediatamente cessou o pio
Do coraçãozinho voou o frio:
Eis que achara um ninho mais suave.

São Francisco percebendo, então,
Tanto conforto do pequeno ser,
Deixou aquela pluma em sua mão.

Por um bom tempo era de se ver
Aquelas mãos de onde vinha um canto:
Era o pássaro que saudava o santo.


Caio Junqueira Maciel (Minas Gerais, 1952). Poeta brasileiro residindo em Braga, Portugal.

Publicado por:Jorge Pereira

Recifense, produtor cultural, editor-chefe da Revista Philos e criador da Casa Philos.

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