Antídoto

Esse verso funesto, que me contas ao ouvido
E recontas
Em esconderijo
Esse verso infinito
Não mais meu, verso órfão
De fim, antídoto

Viajas poeta
Em um mar negro de cor rio
Andando amargamente
Tens em ti um navio
É incansável esse teu desgosto
De escrever o horror
E o amor e fins
Naufrágios
Dor


Bárbara Albuquerque (Brasil, 1996). Latina, universitária e submersa em poesia

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Dossiê de Literatura Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Bárbara Albuquerque

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