Antídoto

Esse verso funesto, que me contas ao ouvido
E recontas
Em esconderijo
Esse verso infinito
Não mais meu, verso órfão
De fim, antídoto

Viajas poeta
Em um mar negro de cor rio
Andando amargamente
Tens em ti um navio
É incansável esse teu desgosto
De escrever o horror
E o amor e fins
Naufrágios
Dor


Bárbara Albuquerque (Brasil, 1996). Latina, universitária e submersa em poesia

Posted by:Jorge Pereira

Produtor cultural e agente literário pernambucano baseado no Rio de Janeiro e São Paulo. Fundador da Casa Philos e editor-chefe da Revista Philos. Curador de festivais literários e de arte contemporânea.

Uma resposta para “Dossiê de Literatura Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Bárbara Albuquerque

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