Rosa de Janeiro

Nasce linda a rosa de janeiro,
com pólen de dois amores
entre mil pétalas de cheiro,
numa relva rebuçada de flores.

Desponta sobre todas as cores
do maravilhoso cultivo inteiro,
pelos seus mais ricos odores
que as abelhas sentem primeiro.

Mas esse perfume do campo soprado,
também semeia o aroma da cidade,
com que vai um coração apaixonado

arrancá-la da verde liberdade,
onde viceja o caule enterrado,
para enfeitar um vaso de saudade.


Diógenes Carvalho Veras (Natal, 1963). Crônicas publicadas em jornais do RN entre 2004-06. Professor de História rede estadual de ensino do RN desde 2006. Publicou em 2009 ¨Contos da cidade do Natal¨, 62 p. Servgráfica Editora, Natal-RN. Doutor História Antiga Universidad Complutense de Madrid, 2016.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Dossiê de Literatura Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Diógenes Carvalho Veras

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