Cantando os frevos e os sambas, inauguramos a segunda edição do ano três da Philos. E assim como o ritmo agitado, dançante e convidativo dos carnavais saudosos, tomamos as ruas e avenidas para apresentarmos os nossos blocos literários.
Entre fitas e confetes, rimas e cantigas, sorrisos e alegrias, desfilamos neste caderno os contos, poemas e textos experimentais de nossos autores e colaboradores. Todas as vozes e todas as cores se encontram nesta edição para tornar ainda mais multicultural a nossa latinidade.
A temática desse editorial “O outro, o mesmo” é inspirada na tradução do título do livro de poemas El otro, el mismo (1969) de Jorge Luis Borges. Queremos com ele expandir nossas interferências sobre a arte, seja pelo ativismo ou pela metáfora, provocar reflexões sobre o nosso lugar no mundo.
Nas páginas da Philos, contemplamos a obra artística de nossa colunista e curadora de literatura lusófona, Helena Barbagelata. As suas ilustrações de técnicas mistas, revelam a beleza e a delicadeza de sua percepção única sobre os textos que aqui se apresentam. Os textos do Dossiê e de nossos colunistas ganham cores nas pinceladas de Anna Luiza Magalhães, artista visual multifacetada que ilustrou uma de nossas publicações no ano 2.
Em nossa sessão de Artes Visuais, apresentamos o especial “Etnobrasiliense”, sobre a etnografia dos índios Araweté pelas lentes de Eduardo Viveiros de Castro, que conviveu com esse povo de língua tupi-guarani no Médio Xingu. Juntamente com o acervo fotográfico, encontram-se descritos alguns textos do autor de sua pesquisa historiográfica.
Na terceira edição do Dossiê de Literatura Neolatina, apresentamos as mostras de poesia espanhola e lusófona. A arte da capa do nosso Dossiê fica por conta da artista plástica e curadora da Philos, Anita Lisboa.
Em nossa sessão de colunas, temos a estreia da autora Kátia Gerlach, que representará a Philos e a Literatura brasileira na edição deste ano da “Printemps Littéraire Brésilien”, que acontecerá na Bélgica, França, Portugal e Espanha em meados de março. Nossos colunistas da Imagerie, Magda e Domingos, falam sobre a imagem latente e o elogio da espera, com reflexões sobre as dimensões mágicas da fotografia. Caio Lobo fala sobre o “desaprender na vida” a partir do nosso cotidiano caótico e conectado. Da Espanha, David Ortega nos escreve sobre o processo de “viralização” na contemporaneidade e sua relação com o fenômeno das massas nas redes sociais. Da Venezuela, Oriette D’Angelo e Diana Moncada trazem suas reflexões sobre a contemporaneidade e a memória; e Cristina Gálvez Martos apresenta três poemas inéditos do seu livro Animales de Cal.
Ao som dos tambores e alfaias de maracatu, a Philos se despede do carnaval e inaugura mais uma edição repleta de arte e plurilinguismo.

Leia na Philos:

A mi profesora de literatura del colegio, por Oriette D’Angelo
Segredos da vida a cada 5 minutos, por Leandro Jardim
Ode ao silêncio, por Victoria Tuller
O Projeto Rondon e os sonhos que nunca morrem, por Luiz Henrique Soares
O coro das Oceânidas – uma nova aurora dramatúrgica, por Roman Lopes
Os pés de Bernadete, por Francisco Carvalho
Pássaros azuis, por Souza Pereira
Giovanna, “no seamos cómplices”, por Diana Moncada
Jabuticabeira, Rafaella Rímoli
Churros de Saturno, por Kátia Gerlach
Distância, e quanto (ao) tempo?, por Vagner Silva
La viralidad como fenómeno de masas, por David Ortega
Blues carnaval, por José Angelo Rodrigues
Cronos alucinado, por Caio Lobo
Imagem latente, o elogio da espera, por Magda Fernandes e José Domingos
Regras da casa, por Cinthia Kriemler

Artes visuais

O vermelho etnobrasiliense de Eduardo Viveiros de Castro, por Souza Pereira

Dossiê de Literatura Neolatina

Mostra de poesia espanhola, por Amanda Yukency
Mostra de poesia espanhola por Rafael Ayala
Mostra de poesia lusófona, por David Junior
Mostra de poesia lusófona, por André Kaires
Mostra de poesia lusófona, por Alessandra Almeida
Mostra de poesia lusófona, por Mariana Silva Villela
Mostra de poesia lusófona, por Jessyca Santiago
Mostra de poesia espanhola, por Cristina Gálvez Martos

Issuu

Acesse a nossa publicação na plataforma do Issuu.

Download/Descarga

philos-1
Philos (Direção de Arte de Helena Barbagelata)
capture-20170228-113447
Philos (Direção de Arte de Anna Luiza Magalhães)

Apresentamos os dois cadernos da segunda edição da Revista Philos. No primeiro deles, com direção de arte de nossa curadora e colunista, Helena Barbagelata, você confere os textos de nossos colaboradores. O segundo caderno, como parte do Dossiê de Literatura Neolatina e dos textos dos nossos colunistas será lançado amanhã, dia 1 de março. Para realizar o download/descarga dos cadernos, basta clicar sobre as imagens das capas ao lado.

Philos, latinidade e plurilinguismo.
Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

Comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s