Poesia XXIII

Quanto tempo será que ele dura?
Quantos açoites o corpo suporta?
Por qual razão a essência exorta
O espírito que à láurea augura?

Quando te acomete dor veemente
E primeira, e em ti permanece
Especula tudo por que padece
O intervalo ao morto do doente

Há anos que nasceu a Tristeza
Oriunda do seu entendimento
Antes latente em sua natureza

De repente rompeu em sofrimento
O lancinar progride n’alma acesa
A panaceia, só o passamento.


Chievato Lerini (Ceará, 1990). Graduado em enfermagem, autor de dois livros: um de poesia e uma peça de teatro com temática histórica. É escritor autônomo.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Dossiê de Literatura Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Chievato Lerini

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