Momentos

Em todas as partes do mundo, há o inesperado momento capital,
Que causa espanto quando chega.
Entra sem bater, como um selvagem e faminto animal.
Não é bom, é quase sempre diferente da mão que aconchega.

Estar ou não estar preparado para isso, não importa.
Haverá, na maioria das vezes, decepções e amarguras,
Que, por mais que você lute contra, o seu coração não comporta;
Ainda que seja amplo, será corroído por coisas impuras.

Aos poucos, você sente que é hora de optar.
No amanhã, a solução de agora, esbarrando no hoje, lembrando o ontem.
Com os pensamentos dilacerados, acha que melhor é parar.

Para você é difícil, para os outros é fácil, pois que cantem!
A todos compete, vem de encontro, isso não se pode negar.
Que ninguém se preocupe, e que a todos encante!


José Carlos de Arruda (Rio de Janeiro, 1957). Professor e escritor, segundo colocado na Antologia “Escritor Marcelo Oliveira Souza” publicada em 2016.

Posted by:Jorge Pereira

Produtor cultural e agente literário pernambucano baseado no Rio de Janeiro e São Paulo. Fundador da Casa Philos e editor-chefe da Revista Philos. Curador de festivais literários e de arte contemporânea.

Uma resposta para “Dossiê de Literatura Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por José Carlos de Arruda

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