No poço dos vermes famintos, nós velejamos em uma embarcação veneziana.
Nas águas calmas do inferno, transbordo na solidão – o velho amigo sóbrio da vida – e corvos negros, – voando em ciclo – e nós observando o fulgor das quimeras –
As estrelas sem brilho, – impuras da negritude maldita da vida infernal – a embarcação se movia ao vento e ao medo dos braços; assim foi a noite sem fim – em um inferno sem volta – em ciclo – acompanhado…


Gustavo Souza (Piranhas, Alagoas, 1992). Poeta e crítico licenciado em História pela Universidade Federal de Alagoas. Menção honrosa na categoria de novos poetas do Concurso Sarau Brasil da Editora Vivara (2015).

One thought on “ Amigo sóbrio, por Gustavo Souza ”

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