Concessões

Não te impeço fazer o que fazes,
Se me deixas pensar o que penso.
Poi se tem, o que penso, suas fases,
Teu fazer não se veste de senso.

Te concedo afirmar o pretenso,
Se me aceitas pensares mordazes.
Já não posso cobrir-te de incenso,
Se meus credos, oculto, desfazes.

Meus pensares, nem sempre verazes,
Mas procuras – pensar é buscar –
Não se alinham nas regras que trazes.

Te permito, afinal, me tentar,
Mas insisto, caprichos falazes
Não convergem, jamais, com amar.


Albano Bracht (São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, 1946). Integrante do Clube da Poesia de Toledo e fundador da cadeira 23 da Academia de Letras de Toledo, Paraná.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Dossiê de Literatura Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Albano Bracht

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