Concessões

Não te impeço fazer o que fazes,
Se me deixas pensar o que penso.
Poi se tem, o que penso, suas fases,
Teu fazer não se veste de senso.

Te concedo afirmar o pretenso,
Se me aceitas pensares mordazes.
Já não posso cobrir-te de incenso,
Se meus credos, oculto, desfazes.

Meus pensares, nem sempre verazes,
Mas procuras – pensar é buscar –
Não se alinham nas regras que trazes.

Te permito, afinal, me tentar,
Mas insisto, caprichos falazes
Não convergem, jamais, com amar.


Albano Bracht (São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, 1946). Integrante do Clube da Poesia de Toledo e fundador da cadeira 23 da Academia de Letras de Toledo, Paraná.

Posted by:Jorge Pereira

Jorge Pereira (Recife, 1994). Produtor cultural e agente literário baseado no Rio de Janeiro. Fundador da Casa Philos e editor-chefe da Revista Philos. Curador de festivais literários e membro do Oi Kabum! LAB do Oi Futuro.

Uma resposta para “Dossiê de Literatura Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Albano Bracht

Comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s