Fim

Fim do começo,
Presente pretérito:
Começo do fim.

O ardil do tempo
Evoca o ponto
De tensão
No qual
Passado, presente
E futuro
Têm,

Num átimo,

A mesma face.

Curiosamente,
Esse ponto é um espelho
No qual
A vida enxerga
A morte.


Celso Assolin Martins (Mococa, Brasil, 1960). Escritor.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Dossiê de Literatura Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Celso Assolin Martins

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