Mulher diferença

Fazer diferença é não ser indiferente
À fome, à miséria, ao abandono,
À discriminação, à prostituição,
À anciã sem dono,
À criança de rua,
Às mulheres da vida,
Às desprotegidas,
Às mal vestidas,
Às exploradas,
Às desempregadas.

Fazer diferença é amar a messe,
Independente da raça,
Da cor, da classe,
Da questão de gênero,
Da formação, da religião,
E por que não dizer, da sujeição?
Fazer diferença é encontrar a paz na tribulação.
Fazer diferença é não ser indiferente.

Mulher, escolha a vida!

Escolha o mistério do ar que não cansa,
E o segredo das matas na vastidão.
Escolha a cantiga do mar que avança,
E a força das pedras na imensidão.

Escolha o voo dos pássaros nos ares,
O aconchego dos ninhos de amor,
A ousadia dos rios em seus andares,
A beleza que Deus confiou à flor.

Exalte o perfume que realça a rosa,
Sinta que a vida é continuidade.
Cante a grandeza das águas fogosas,
Do olhar da criança, a ingenuidade.

Escolha a paz, a alegria e a esperança,
E louve o eterno Criador
Que, no tracejo do milagre da existência,
Criou o dia e o embebeu de cores,
Criou a noite e a salpicou de amores,
Criou o homem em respeito à natureza.
Criou a mulher e louvou sua grandeza,
Criou a família e dela fez guarida,
Partilha.
Mulher, escolha então a vida!


Miriam Krenczynski (Toledo, Paraná, 1951). Integrante do Clube da Poesia de Toledo (PR) e fundadora da cadeira 14 da Academia de Letras de Toledo (ALT), Paraná.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Dossiê de Literatura Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Miriam Krenczynski

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