Ele

Ele possui o dom de me acalmar
Me traz paz
E sinto como se fosse capaz de qualquer coisa

Ele faz com que eu sinta vontade de sair por aí
Pegar o primeiro ônibus
E ir para perto dele

Ele não é de palavras difíceis
Nem de muita fala
Mas o pouco que diz
Me toca a alma

Ele não sabe
Mas eu o amo

Ele não percebe
Mas é especial

Ele não acredita
Mas é lindo

Ele deveria saber
Que é único
Que é o único
Que me acalma o coração
Que é o único
Que me arranca sorrisos fáceis
E me faz acreditar no amor

Ele deveria saber
Ele deveria perceber
Ele deveria acreditar
Mas ele prefere fechar os olhos
E não enxergar


Talita Souza (Passos, Minas Gerais, 1998). Aspirante a escritora e estudante de Tecnologia da Informação.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Dossiê de Literatura Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Talita Souza

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