Aquela casa tinha o aspecto irreal, algo que somente era descrito nos livros. Desabituado com tamanha liberdade, demorei alguns segundos, que me pareceram intermináveis, para me recompor e apreciar a hospitalidade que se seguia. Resignado perante a confiança que as pessoas demonstravam ter comigo, sentei-me na ponta de um “abundante” sofá negro e tentei me esconder em meio aos fachos de luz escura. Inconscientemente eu ria. Fui apresentado aos filhos do casal, que haviam regressado de viagem pela América Latina. Eu estivera hospedado na casa nas últimas três semanas, e só os havia visto por fotos. O rapaz pareceu-me um pouco mais magro do que nas várias fotografias espalhadas pelos cômodos da casa. Era alto e tinha um aspecto saudável, cabelos de um vermelho vivo que mais aludia ferro em brasa. A garota era a mesma coisa, tinha a pele muito pálida que chegava a assustar à primeira vista. Andava com uma postura muito ereta, o que combinava de certa forma com seu corpo esguio. O rosto era todo manchado por pequenas pintas que lhe davam uma personalidade única.
A sala estava imersa em novidades, os garotos falavam alegremente de seus dias pelo continente americano. A cada nova fala, as emoções cresciam, o brilho dos olhos ofuscava os raios de sol que entravam pela janela. Descreviam com perfeição as estonteantes construções incas que, em suas palavras, era “a mais bela obra arquitetônica que a humanidade poderia presenciar”. Eu, ainda resoluto em meu assombrado canto, coloquei-me a sonhar. Imaginei-me emergindo do Rio Amazonas. A sensação era nítida, eu dava braçadas e mais braçadas, brincando lentamente e fantasiando atravessá-lo de uma ponta à outra. Com meus pensamentos voadores, cheguei à Ilha de Cuba, impulsionado pelo intransigente fascínio por sua história e suas figuras contribuintes, que eu criara desde muito novo. Sorri enquanto atravessava, a passos largos, a Praça da Revolução. Corri com lágrimas nos olhos, e pude finalmente abraçar aquele que me serviu de espelho ao longo de toda a minha juventude. Apertar a mão de Fidel Castro era um sonho…
Fui sacado de meus devaneios com o ronco incisivo de meu estômago. Passei a mão pelo rosto e senti o suor que começava a escorrer pelas têmporas. Minhas mãos ficaram ensopadas com aquela água salgada. Levantei-me e segui para a cozinha. O jantar encontrava-se sobre a mesa. Os jovens enfileiram-se, um ao lado do outro, e sentaram-se de forma maquinal, simultaneamente. Nas pontas opostas, sentaram-se os donos da casa. Eram todos muito distantes, embora houvesse demasiada cordialidade.  Lotei meu prato. Enchi-o de maneira que não sobrasse nenhum espaço vazio. Havia comida em abundância. Um caminhão de alimentos que poderia conter a fome de muitas pessoas durante algum tempo. Enquanto eu comia com imenso apetite, notei que as pessoas ao meu redor estavam absortas em suas cadeiras. Imóveis em seus acentos, recostados em uma montanha de solidão, regozijavam-se com as últimas notas desafinadas de seus desatinos.
Os olhos opacos apresentavam-se sem vida. Tamborilei com os nós dos dedos uma canção que me veio à cabeça. Fui advertido com olhares de recriminação. Afinal, ali não era local adequado para um velho samba.
Flutuei meu olhar para todos os lados, sem qualquer tipo de ordenação aparente. Eu os encarava repleto de cisma e julgamento. Encontravam-se sisudos, suas testas desmanchavam-se em rugas, não se pareciam em nada com seres humanos, eram somente um amontoado de massas brancas, moles e sem feição. De soslaio, pude perceber que alguém me espreitava. Envergonhado, disfarcei, me afogando no copo de suco. Por fim, fartei-me, esbaldei-me das mais variadas maneiras. Minhas faculdades mentais estavam restabelecidas com contundência. Olhei para o relógio, a fim de descobrir as horas. Ele estava parado, talvez por falta de bateria. Em compensação, eu estava com as minhas carregadas. O fato de não saber as horas, dava-me uma falsa sensação de coragem. Tive poucos momentos de coragem em toda a minha vida, e imaginar o tempo parado era um deles.
Depois do jantar, retornamos à sala, e novamente voltei ao meu canto favorito. Uma música fora colocada, notas retumbantes ecoavam inundando o ar… Até que era boa, uma mistura harmoniosa de metais e cordas. Esvaziei minha cabeça por completo, e me entreguei de bom grado à sinfonia que brandia, enchendo meus ouvidos de magia, e meu coração de insano calor. As pessoas, por incrível que pareça, mantinham o mesmo semblante desde a hora do jantar. Pouco se comunicavam e, quando resolviam falar, era sempre de forma contida, sem muitas expressões, sem muita interação. Perguntei para onde é que teriam ido aquelas pessoas que falavam com voracidade e contagiante vida de sua viagem para América Latina? Decidi não pensar, eu nunca entenderia, pois fui criado de maneira diferente. Rodeado de sorrisos. Tudo ali não me dizia respeito, aquela eclosão de luxo não me cabia. Eu me sentia cada vez mais recluso e fora de minha estrada. Nada daquilo me pertencia. Eu não tinha a cultura necessária para entender determinadas coisas, nem a sensatez recomendada para fazer-me entender. O assombramento da deslocação existencial apoderava-se de meu corpo, fazendo com que suas ações ocorressem sem prévia determinação. Meus movimentos não eram calculados, meus braços e pernas ganhavam vida própria em meio a um ambiente hostil.
Ninguém se dera conta do que estava acontecendo. Alguns estavam envolvidos com suas leituras enquanto outros nem sequer desviavam o olhar das telas dos celulares. Meu mundo girava. Eu estava incompleto, vazio. Comecei a ter espasmos e constantes refluxos, minha boca estava amarga. Tonto, achei que iria vomitar, mas não vomitei. Decidi recolher-me em meu quarto. Subi as escadas nauseabundas, tropeçando no último degrau. Faltara-me força nas pernas. Girei a maçaneta e caminhei suavemente até a cama. Parecia um longo caminho até ela, embora em minha consciência eu soubesse que todo o percurso não tinha mais do que cinco ou seis passos. Joguei-me. Apertei meu corpo freneticamente contra o colchão macio. Senti-me melhor. Minha cabeça se movia em círculos e meu corpo se contraía, passando a sentir muito frio. O teto era todo branco, sem uma mancha sequer. Os cantos eram emoldurados com gesso. Uma peça era sobreposta à outra, fazendo um desenho muito agradável para os olhos. As paredes levavam enfeites de quadros clássicos e uma prateleira repleta de livros. Eu mesmo já havia lido muitos deles, sempre com exímio interesse. Eu tinha grande apreço pelos livros. Em outras épocas, eles tinham sido minha salvação, assim como minha perdição. Eu lia de tudo, de Gorki a Pessoa, sem qualquer tipo de restrições. O que me tocava eu lia.
Levantei-me assim que me senti enfastiado. Por livre escolha, caminhei até chegar diante do espelho. Ele me pegava dos pés à cabeça, e eu não sou uma pessoa pequena, tenho por volta de 1,90cm de altura e, mesmo assim, o espelho me engolia. Meus cabelos já não são espessos como outrora. No canto de meus olhos, notam-se rugas que me envelhecem pelo menos uns cinco anos. As marcas de expressão delimitam os perímetros de minha boca, fazendo com que uma linha irregular suba até meu nariz, morrendo de forma inacabada. Minha barba cresce de forma inconstante. Os pelos desgrenhados dão-me um aspecto sujo. Decididamente resolvi que era hora de partir, minha estadia havia acabado precocemente. Levantei as persianas e abri a janela para que a noite invadisse toda extensão do quarto. Ela invadiu sem qualquer piedade, atingindo-me em cheio no peito, cortando-me a alma. Minhas narinas foram acometidas pelo cheiro de rosas, o que incrivelmente me encheu de esperança. A lua estava linda, redonda, repleta de luz. Peguei minha mochila, a mesma que usara no dia de minha chegada. Ansiava pelo recomeço. A poesia novamente ganhava forma, tênue, tenra, caprichosa.
Juntei meus poucos objetos que de fato me pertenciam. Poucas peças de roupas, trapos manchados pelo tempo. Duas camisetas e uma calça eram tudo que eu tinha para vestir. Peguei minha edição surrada de “Assim falava Zaratustra”, folhei-a, passando rapidamente os olhos pelas palavras que preenchiam o papel amarelado. Assim como o profeta, eu estava fora de minha casa, fora de meu tempo. A dor de existir era demasiada, e o sofrimento acordava-me do sono profundo, pronto para me acompanhar onde quer que eu fosse, apoiando-me em qualquer decisão. Calcei minhas sandálias e preparei-me para descer as escadas pela última vez.
Atravessei o vasto corredor, tateando as paredes com a ponta dos dedos. Instantaneamente meus olhos marejaram-se e as lágrimas não tardaram a cair. Escorriam simultâneas, gotas de sal cristalinas que percorriam a minha face, até cair delicadamente no solo, deixando ali um pouco mais de mim, um pouco mais de meus sentimentos, um pouco mais de minhas raízes. A perspectiva de liberdade era doce, arredia, assustadora. Mesmo assim, eu a desejava com todo meu coração e já podia sentir seu adocicado sabor que fazia com que meu sangue fervesse e entrasse em erupção. Passei pela porta onde o casal, que me abrigara sem motivos ou causas, dormia. Escutei ruídos. Esgueirei-me entre o batente e a folha da porta e espiei. O casal dormia em meio a lençóis de seda branca. O mais curioso é que, apesar de serem casados, notei que cada um dormia em camas separadas, em lados opostos do quarto. Toda essa modernidade me afligia, me incitava, cada vez mais, a recorrer ao desconhecido, abraçar os desajustados. Eu não me adequava a esse tipo de convívio. O econômico pouco me interessava, agora o social, esse sim, me atraía. Não conservava ideias morais retrógradas em mim, todavia eu apreciava as formas interativas, o estar junto era tudo que eu queria, mesmo dentro de minha solidão.
Havia luz no quarto do jovem rapaz. De forma comedida, me espremi pela abertura que existia entre a porta e o batente de madeira. O quarto era grande e estava absorvido pela luz que a televisão refletia. As paredes estavam tomadas com certificados emoldurados. Havia uma escrivaninha de mogno em um dos cantos e, sobre ela, alguns poucos livros. Revirando alguns deles, encontrei uma pasta que continha desenhos. Eram na verdade muito bons. O garoto tinha certo talento pra coisa. Impensadamente tirei um do plástico que lhe servia como proteção e o admirei por alguns segundos. Minha cabeça viajava. Então dobrei o desenho e coloquei-o dentro da minha mochila, junto às minhas coisas. Antes de sair, ainda espiei o jovem que dormia pesadamente. O suor lhe escorria pela face, seu rosto estava contraído, mostrando um semblante taciturno. O corpo se revirava de forma atabalhoada, devia estar tendo algum pesadelo. Aproximei-me. Passei a mão por sua testa. De sobressalto ele reagiu como um cão que se sente acuado, mas não despertou. Então o cobri com o lençol. Esboçou certo tipo de sorriso, uma espécie de aprovação pelo meu gesto. Despedi-me sem ao menos uma palavra. Julguei desnecessário.
O último quarto a ser visitado era o da garota. A porta estava completamente escancarada, isso era ótimo, facilitaria muito o meu trabalho. Entrei. O quarto era ainda maior do que o de seu irmão. Tudo era decorado com muito bom gosto. Havia ali muita dedicação, com exímio critério. Ela dormia envolta a grandes almofadas. Sua expressão era bem mais tranquila que a dos demais habitantes. Olhei para ela com uma visão muito particular, sentindo imensa ternura, fato esse que, de alguma forma, me causava certo espanto. Ela parecia mais bonita do que algumas horas antes. Sua pele estava mais corada, evidenciando ainda mais suas sardas avermelhadas. Seu rosto estava em perfeita simetria, um conjunto de uniformidades, as sobrancelhas harmonizando com o formato dos olhos. A boca semiaberta mostrava a brancura de dentes curtos, e bem formados. Cheguei perto. A respiração contrastava com seu semblante. Ela estava ofegante, chegando ao estado de crescente desespero.
Automaticamente minha intenção era deixar uma carta demonstrando o porquê de minha atitude. Seria espantoso. Pela manhã, quando todos se levantassem, caminhando ainda sonolentos, escadas abaixo em direção à cozinha, iriam dar-se conta de que algo lhes faltava. Iriam pedir o café costumeiro, algumas torradas com geleia de amora. Iriam desfrutar de seu desjejum sem nenhum interesse, com os olhares submersos em preocupações, com perspectivas distantes, aprisionados dentro de si. Como será que reagiriam, lendo em profundo silêncio a minha despedida? Possivelmente ficariam ainda mais absortos e jogados em suas angústias. Essa ideia de perda espantosamente arrancava-me sorrisos espontâneos. Por fim, decidi não escrever nada, seria melhor assim, pegá-los de surpresa. Quando fossem me procurar em meu quarto, eu já não estaria.
Pus-me a descer as escadas. Os degraus eram altos, meu ânimo me dava forças entusiasmadas de descê-los de dois em dois, aos pulos. Em poucos minutos, as grades de minha prisão romper-se-iam, e eu teria novamente acesso ao melhor de mim. Novamente eu poderia enxergar não tão somente com meus olhos, mas também com o meu coração, meu ser existencial. A dor que me afligia aos poucos ia se esvaindo como se fosse poeira batida. Cheguei à frente do portal que me separava de meu abismo, exaurido de tanto sorrir. A fechadura era dourada, cintilante, lustrada e brilhosa, mas o que me interessava não estava ali. A chave como sempre estava posta sobre a mesa de centro, ao lado do vaso de orquídeas. Só mais alguns passos. Um último suspiro, meu último folego.
Apanhei a chave sem mais demoras. Coloquei-a no buraco da fechadura e a girei, uma, duas vezes. Cautelosamente abri a porta. Senti a maçanete escorrer por entre minhas mãos. Meus dedos declinavam como se eu estivesse segurando uma salamandra escorregadia. Era uma espécie de metal gelatinoso que se desmanchava ao mais leve toque. A porta rangeu surda ao mesmo tempo em que cerrei meus dentes, pressionando uns contra os outros de maneira sufocante. A fio, eu desejava gritar, despejar todo meu desatino, limpar meu desalento, porém não o fiz.
Atravessei as grades. Senti-me limpo, recortando a noite que se desenhava nua, maliciosa, lasciva. Corri atabalhoado, cruzando o portão, arrastando-o literalmente no peito.  Deixei-me entorpecer pela noite, enquanto dobrava a esquina sem ao menos olhar para trás. Sentia-me bem. Uma espécie de conforto subia pela planta de meus pés, passando por toda extensão de meu corpo, até estourar em minha cabeça em uma explosão multicolorida. O sereno caía desgraçadamente. A garoa fina molhava meus poros. Anestesiado por minha coragem absoluta, eu ria sem parar, gargalhava aos quatro ventos, cada vez mais alto. Eu queria que todos escutassem e compartilhassem de minha triste alegria. Eu queria me fazer ouvir.
Sentia-me vivo. Solitário e solto em meu próprio mundo. Caminhei com afinco durante horas. Naqueles dias, as noites eram mais longas, o que no meu caso era ótimo, eu não queria que aquele momento de profusão de liberdade se esgotasse. Eu sabia que, quando os primeiros raios de sol surgissem, trariam junto as mazelas objetivas de um mundo mesquinho e barulhento, sobretudo socialmente desestabilizador. Céline tinha uma frase ótima para exemplificar tudo isso: “Era alguém sem importância coletiva, era apenas um indivíduo”.
Cheguei ao centro extenuado. Minhas pernas enfraquecidas pelo cansaço começavam a doer. O corpo era envolto por camadas finas de água e sal que subitamente escorriam em bicas. Deixei meu corpo cair pesadamente no banco da praça. Arborizada, era um vasto campo repleto de atrativos. Ao lado esquerdo, havia um parquinho infantil com escorregadores, balanços e gangorras, além de uma casa de madeira pintada de amarelo, construída em cima de bases sólidas de metal. Ao centro, um chafariz bem iluminado. As fontes que despejavam água eram construídas em formato de pássaros, seus bicos eram como mangueiras, exuberantes, sumariamente imponentes. Recostei-me exaurido, inclinando minha cabeça contra o encosto, fazendo com que ela ficasse em uma angulação que me deixasse ver o mundo de ponta cabeça. Propositadamente eu fizera com que as batidas do meu coração acelerassem. Assim o sangue seria bombeado mais rapidamente chegando até a minha cabeça. Faltou-me o ar. Regressei de súbito à minha posição inicial. Caminhei até o chafariz e lavei meu rosto. Olhei tudo a meu redor com extrema admiração.
Voltei ao meu banco vislumbrado com as possibilidades que passavam diante de meus olhos. Assombrado, admirava os elevados morros de cimento construídos por mãos desvalorizadas que emergiam ao infinito, beijando docemente o céu. Este, por sua vez, mudava constantemente de cor, contrastando com os ideais puristas. Eu analisava tudo calmamente resfolegado de anseios que se fechavam em bolhas de ar. O semblante era pastoral e pueril. Armei-me de papel e caneta que tirara de dentro de minha mochila. Desenhei algumas formas desiguais, outras lineares – compulsivamente – quase adormecendo. Meus pensamentos eram como círculos chorosos que beiravam a indizível finitude da existência. O teto abobado de meu quarto agora era repleto de micro pontos brilhantes, solitários, agrupados…. Revigorante paisagem de estrelas. Desinteressado, deitei no banco, acometido pelos sentimentos florescidos que nasciam a cada instante mutuamente com minha maior preocupação: Decidir entre a prosa e a poesia.


Vinícius Pereira (São Paulo, 1990). Estudante de Jornalismo e escritor por conveniência.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Desencantos, enganos do cotidiano, por Vinícius Pereira

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