Poesia voo

O ambiente era frio e escuro, mas havia um murmúrio…

voa borboleta
porquanto é bom voar –
com asas tão, tão murchas
mas eu sei o que é planar;
no tempo,
na lógica do vento,
no espaço heterogêneo de uma mente a poetar.
foge borboleta, foge.
foge da loucura que te agarra no olhar
e goza dos poderes que te dão tuas belas asas
e vai-te aleatória sem prender-te num lugar.
pula borboleta
brinca borboleta
mostra-me a beleza que é poder sobrevoar
a Terra, o espírito, a flor, o ser, o ar.
a alma tem vontade de tamanha liberdade
a alma pede formas de poder extravasar
e só pode conter-se no esforçado versejar
só se achando inteira no espaço de criar
poesia…
poesia a voar


Filipe Rassi (Minas Gerais, 1989). Poeta e vocalista de banda de rock.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Filipe Rassi

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