Para que a vida siga
Guardo as dores e os sons
No algodão que colhi lá atrás

Para que a vida siga
Cuido melhor das horas
O relógio acorda

Meus tormentos que começam agora
Antes que as delícias
Sofram todas as manhãs

A vida segue e sigo

Ao longo dos afãs amigos

Os vinhos também são flores

Guardo no instante esquecido

E não abro todas as janelas

Algumas são esperas

Para que as memórias

Voem até o nunca mais.


Rogério Pereira (São Paulo, 1984). Professor de arte, romancista e poeta, vencedor do Concurso Literário de Mogi das Cruzes de 2015.

Publicado por:Jorge Pereira

Recifense, produtor cultural, editor-chefe da Revista Philos e criador da Casa Philos.

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