Para que a vida siga
Guardo as dores e os sons
No algodão que colhi lá atrás

Para que a vida siga
Cuido melhor das horas
O relógio acorda

Meus tormentos que começam agora
Antes que as delícias
Sofram todas as manhãs

A vida segue e sigo

Ao longo dos afãs amigos

Os vinhos também são flores

Guardo no instante esquecido

E não abro todas as janelas

Algumas são esperas

Para que as memórias

Voem até o nunca mais.


Rogério Pereira (São Paulo, 1984). Professor de arte, romancista e poeta, vencedor do Concurso Literário de Mogi das Cruzes de 2015.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Memórias, por Rogério Pereira

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