Andante

vvá a quem sou
não à casca que reveste minha alma
nem à película que engana sentidos
vá ao sabor
à textura do coração
há  peitos
pulsando espíritos
há também olhos
brilhando janelas
há minha vida
à tua


Carmino da Silva (Pernambuco, 1983). Começou a escrever poesia aos 19 anos, tendo efetivamente participação em fanzines literários do Recife em meados da década de 2000.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Carmino da Silva

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