Impressões de uma janela

Minha janela permanece a mesma
Mas as cores do céu mudaram
E o cheiro da terra canta novas estações,
Folhas verdes tornam se amarelas
Anunciando o caminho onde as árvores repousam,
Os ninhos renovam os pássaros
Contam os anos…
Tantas manhãs passaram!
Veio o sol
Veio o vento
A chuva veio
E depois o céu límpido
Por onde as aves voaram.
Tantas tardes passaram!
Dormiu o sol
Dormiu o vento
A lua despontou
E depois as estrelas
Iluminando os becos esguios das ruas.
Vieram auroras, tempestades, ventanias,
Aves de todas as cores voaram por esse céu,
Veio a estação do frio e das flores, do calor e das folhas,
Tantas cores coloriram esse chão!
Você não veio.


Jessyca Santiago (Pernambuco, 1988). Bacharel em Letras pela UERJ, mora em Shangrila Belford Roxo e trabalha como professora em Nova Iguaçu.

Publicado por:Jorge Pereira

Recifense, produtor cultural, editor-chefe da Revista Philos e criador da Casa Philos.

Um comentário sobre ldquo;Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Jessyca Santiago

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