Impressões de uma janela

Minha janela permanece a mesma
Mas as cores do céu mudaram
E o cheiro da terra canta novas estações,
Folhas verdes tornam se amarelas
Anunciando o caminho onde as árvores repousam,
Os ninhos renovam os pássaros
Contam os anos…
Tantas manhãs passaram!
Veio o sol
Veio o vento
A chuva veio
E depois o céu límpido
Por onde as aves voaram.
Tantas tardes passaram!
Dormiu o sol
Dormiu o vento
A lua despontou
E depois as estrelas
Iluminando os becos esguios das ruas.
Vieram auroras, tempestades, ventanias,
Aves de todas as cores voaram por esse céu,
Veio a estação do frio e das flores, do calor e das folhas,
Tantas cores coloriram esse chão!
Você não veio.


Jessyca Santiago (Pernambuco, 1988). Bacharel em Letras pela UERJ, mora em Shangrila Belford Roxo e trabalha como professora em Nova Iguaçu.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Jessyca Santiago

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