Soneto de Afã

Por anos, desnudei um mundo ingrato
perdido, transitei por entre as ruas
e quando ao fio quedava derrotado,
o acaso fez cruzar minhas mãos às tuas

Ao bel-prazer de um sol outrora ausente
que aqueceu tremente mãos tão frias,
nos debruçamos num gesto envolvente
revelando do amor sua alegoria,

E na tez do ocaso, recordamos
que em sonhos, nosso afã vinha traçado
na forma desenhada de um abraço.

E a paz reinou em nosso firmamento
delineada na forma dos passos
eternizando assim possíveis laços.


Osório Filho (Rio de Janeiro, 1982). Poeta e professor.

Publicado por:Jorge Pereira

Recifense, produtor cultural, editor-chefe da Revista Philos e criador da Casa Philos.

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