O andarilho

Sou um brinquedo,
um objeto
nas mãos da matemática,
os passos
inúteis
seguindo
na escuridão.
escolho ruas
ao acaso:
um andarilho
sem esperança
vagando perdido,
sem identificação.
sem mapas,
sem bússolas,
sem oriente, sem horizonte
ou farol,
sem utopia buscando
a próxima estação.
de incerteza e encanto
construo uma prece,
um mantra contido
na palavra direção.


Sergio Almeida, Jardim (Rio de Janeiro, 1990). Poeta, músico, videomaker e possui cinco livros publicados.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Sergio Almeida

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