O andarilho

Sou um brinquedo,
um objeto
nas mãos da matemática,
os passos
inúteis
seguindo
na escuridão.
escolho ruas
ao acaso:
um andarilho
sem esperança
vagando perdido,
sem identificação.
sem mapas,
sem bússolas,
sem oriente, sem horizonte
ou farol,
sem utopia buscando
a próxima estação.
de incerteza e encanto
construo uma prece,
um mantra contido
na palavra direção.


Sergio Almeida, Jardim (Rio de Janeiro, 1990). Poeta, músico, videomaker e possui cinco livros publicados.

Publicado por:Jorge Pereira

Recifense, produtor cultural, editor-chefe da Revista Philos e criador da Casa Philos.

Um comentário sobre ldquo;Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Sergio Almeida

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