face nunca transmuta ao espelho entendo agora a lonjura eu deveria ser um cavalo tantos coices que desfiro possível mudez de um perfume só achado na montanha facas bem postas próximas aos pulsos mas inacessíveis tanta história me estufa e paralisa medo de esquecer números do endereço no beijo dado sou Philippe Petit mas sem perícia meus amores têm gosto de cocaína duplo twist carpado em slow-mo toda manhã meu filho me corta os tendões mereço todos os livros que li pela metade


Sebastião Ribeiro (Maranhão, 1988). Escritor e poeta, integrante de Acorde (Scortecci, 2011) e autor de & (Scortecci, 2015) e Glitch (Scortecci, 2017).

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Saturn return, por Sebastião Ribeiro

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