face nunca transmuta ao espelho entendo agora a lonjura eu deveria ser um cavalo tantos coices que desfiro possível mudez de um perfume só achado na montanha facas bem postas próximas aos pulsos mas inacessíveis tanta história me estufa e paralisa medo de esquecer números do endereço no beijo dado sou Philippe Petit mas sem perícia meus amores têm gosto de cocaína duplo twist carpado em slow-mo toda manhã meu filho me corta os tendões mereço todos os livros que li pela metade


Sebastião Ribeiro (Maranhão, 1988). Escritor e poeta, integrante de Acorde (Scortecci, 2011) e autor de & (Scortecci, 2015) e Glitch (Scortecci, 2017).

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