O vento

O vento sussurra
ao vento que modifica tua alma
inflamada pelo nada que te perturba,
o nada que ficou para trás,
que fugiu para bem longe,
e que se escondeu em algum lugar
que eu nunca soube encontrar.

Tu és uma pessoa invisível,
Que vive às forças de uma saudade inexistente,
É você o Vinícius invisível,
Melancólico, poético, sensível,
Que se esconde atrás das folhas de papel.

Outra vez tentas, te desligar do mundo,
Queres apagar um passado que não podes controlar e tirar da mente.
O vento sussurra e te traz as lembranças inconscientemente,
Lembranças que, para viver, tens que morrer eternamente.


Benedito Teixeira Pires Filho [Itapipoca 1992]. Acadêmico de Enfermagem da Universidade Estadual Vale do Acaraú.

Posted by:Jorge Pereira

Produtor cultural pernambucano baseado no Rio de Janeiro. Fundador da Casa Philos e editor-chefe da Revista Philos. Curador de festivais literários e de arte contemporânea.

One thought on “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Benedito Teixeira Pires

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