Um soneto inacabado

Se a cortejei, não foi senão porque amiúde
Ela tratava a mim tal qual a quem se ama
Ou então conheço o assunto apenas pela rama
E tomo por amor mera solicitude
Pois sim, andei às voltas com uma dama
Tão bela como pura, embora rude
Procurei esquecê-la o quanto pude
Sem imitar nenhum verso de fama
Pois sim, sempre que dou com os murros n’água
Reúno, de contínuo, a minha mágoa
E, pondo-a no papel, não raro, apago-a.


Eduardo Aleixo Monteiro (Recife, 1987). Escritor pernambucano.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Eduardo Aleixo

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