O amor tem gênero

Um olhar furtivo nos corredores da escola
E a pergunta sem resposta “e agora?”
Olhar inocente e ao mesmo tempo com culpa
Que não vai embora, que não se desculpa.
O tempo passou e nós crescemos,
O tempo das coisas nós não demos.
Aqueles olhares se misturaram
Às mãos e pernas que se embaralharam.
Até que um dia meu pai descobriu
E nosso encontro jamais se repetiu.
Você devia ter nascido mulher…
O que fazemos agora? E agora, José?


Paulo Enrique Freitas Cruz (Minas Gerais, 1990). É escritor e advogado.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Paulo Enrique Freitas Cruz

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