O amor tem gênero

Um olhar furtivo nos corredores da escola
E a pergunta sem resposta “e agora?”
Olhar inocente e ao mesmo tempo com culpa
Que não vai embora, que não se desculpa.
O tempo passou e nós crescemos,
O tempo das coisas nós não demos.
Aqueles olhares se misturaram
Às mãos e pernas que se embaralharam.
Até que um dia meu pai descobriu
E nosso encontro jamais se repetiu.
Você devia ter nascido mulher…
O que fazemos agora? E agora, José?


Paulo Enrique Freitas Cruz (Minas Gerais, 1990). É escritor e advogado.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Editor chefe da Philos, escritor e curador de festas literárias.

Uma resposta para “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Paulo Enrique Freitas Cruz

Comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s