Poema sem título

Estou parado em frente ao espelho
Concentrado, encaro o meu reflexo
Procuro em mim o que só você viu
Nada encontro que valha tanto
Muita barba e poucos cabelos
Um olho maior que o outro
Um nariz um pouco torto
Um ar pobre e infeliz
Encarando-me, você diz:
“Você é um lindo poeta”
Acho que a poesia o olhar entrega
Quanto a beleza vista em mim
Deve ser verdade o que dizem
“O amor aos amantes cega”
Sorte minha ele ser assim.


Francisco Carvalho (Maceió, 1988). Escritor, contista e poeta; é professor de História nas horas vagas.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Francisco Carvalho

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