Farol

Candeeiro que luze
Em luz especial
Que indica presença
Em ascendência…
Que afoga a paisagem
Na costa, na rocha, na aragem.

Farol turriforme
De olhar corvino
E faro leonino
Arraigado no morro
À entrada do porto
Ante o baixio, a ilha, o horto

Doce guia do navegante
De desejo extravagante
Que ondeia, na enseada,
A sua intuição abrasada…

Na voz da minha cantiga,
Amor à moda antiga
Se desfaz em sedução
No lual, na radiação…
Imponentes e bem dotados,
O farol e o faroleiro
Vertem, de língua, a canção

No apogeu da folia,
Banhadas de luar,
Dança vida e cantoria
Do passacale, da serenata,
Qual clímax que jorra e desata
O delírio da embarcação…
Éden da imaginação…


Lucrecia Welter (Paraná, 1953). Escritora multipremiada e presidente da Academia de Letras de Toledo, Paraná. É Revisora de textos da Revista Philos e Curadora de Literatura lusófona da mesma Revista. Tem diversos livros lançados e publicações em coletâneas poéticas.

Publicado por:Jorge Pereira

Recifense, produtor cultural, editor-chefe da Revista Philos e criador da Casa Philos.

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