Poemar

Não sei medir distâncias,
as cores perduram sobre a orla,
desacomodam-se em afinação.
Envolta em tuas telas de orvalhos,
o horizonte imprime
A reincidência dos voos,
as notas dos versos,
as palavras soltas,
desdobradas,
para tocarem fundo
o inabitado de mim.

À sombra dos milagres,
suas vozes todas, imersas,
compõem o formato das asas.

Com disfarces, as nuvens ornam o sol,
e as águas aperfeiçoam
toda a equivalência de poemar.

Nas alternâncias do outro lado,
um mosaico de imaginários me atinge,
Que é onde comungo
todos os meus possíveis.


Fernanda Fraga (Minas Gerais, 1994). É formada em Fisioterapia e pós-graduada em acupuntura. Em 2003 publicou seu primeiro livro de poemas Os Olhos do Coração (Editota Unimontes). Teve participações no Salão Nacional de Poesia Psiu Poético em Montes Claros, Minas Gerais (2000 a 2004). Tem publicações de poesias na Revista Capitolina Cultural. Mantém atualmente um blogger e página no Facebook com conteúdo literário autoral, À Borda.

Publicado por:Jorge Pereira

Recifense, produtor cultural, editor-chefe da Revista Philos e criador da Casa Philos.

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