O buriti

Um Buriti embalava-se em meus sonhos,
trazia os ventos da rosa dos ventos
depois ia pôr-se com o sol do solstício de verão.

O Buriti vinha sombrear meus anseios
e seu fruto salivava a minha boca.
Sou fruto do ventre da árvore gigante.

Venho da raiz desassossegada,
da planta que sombreia o mundo
E se transforma em revoada…

Buriti fazedor das fantasias
tuas mãos nativas libertam
e tatuam epifanias…

Buriti tatuador da poesia!
Cria horizontes escarlates
com as tintas dos paradigmas.

Sou tua nova semente;
fecunda-me com a mente… toda
a substância dos teus enigmas.


Annie de Carvalho (Macapá, Amapá). Geógrafa. Ganhou o Prêmio- CNPq-UNIFAP-artigo2009, foi contemplada no Prêmio Sarau Brasil 2016, premiada no II Concurso Literário Pena & Pergaminho 2016-contos. Tem participação em diversas coletâneas regionais e nacionais. Também é declamadora.

Publicado por:Jorge Pereira

Recifense, produtor cultural, editor-chefe da Revista Philos e criador da Casa Philos.

Um comentário sobre ldquo;Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Annie de Carvalho

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