Contínuo instante

Quando há dias e noites
e o infinito paira nos detalhes,
contínuo é o estado único das coisas.
Agora, ante, instante.
Sempre a volta dos peixes para a nascente,
os homens para o útero,
os filmes para o início,
as letras para o lápis.
Sempre a ida dos peixes para a foz,
os homens para o suspiro,
os filmes para o fim,
as letras para o outro.

A grandeza de todas as coisas
é olhar por uma lupa
e afinar o sorriso.


Rafaella Rímoli (Brasil, 1988). Poeta vencedora dos prêmios: Literário Paulo Freire (2012), ‘Escritores in Progress’ (2012) e Literário Darcy Ribeiro (2014). Autora do livro O haver flor (Editora Coruja, 2013). Escritora e ilustradora da página virtual Contínuo Instante (livro em constante composição).

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Rafaella Rímoli

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