Lamentações

Quem me dera ser um pássaro
Para voar sobre o mundo
E ver tantas belezas e primores
Viajar no infinito de múltiplas cores
Quem me dera ser o tempo
Para gira nos séculos
E observar toda a humanidade
Ver todos os dias
De todas as eras
Quem me dera viajar ao passado
E mergulhar no futuro
Sentir todas as fragrâncias
De todas as flores
Ver o sol nascer
Em todos os horizontes
E ver a lua ressurgir
Em terras distantes
Quem me dera ser um cometa
Para viajar pelo espaço
E visitar outros mundos
E planar na face das estrelas
Quem me dera ser veloz
Com a velocidade da luz
Para romper o espaço-tempo
Em todas as dimensões
Quem me dera ser outra pessoa
Renascida entre outros povos
Para conhecer outras culturas
Quem me dera ser o vento
Para beijar todas as faces do mar
Quem me dera ser o ar
E em todos os pulmões
E dar a força e o vigor de lutar
Quem me dera ser criança
E voltar a engatinhar
Para reaprender o mundo
E reviver os anos dourados
Da doce infância
Quem me dera volta ao ventre
E sentir seguro e amparado
Quem me dera! Quem me dera!
Sentir a vida fluir na terra
E sentir todo o movimento do mar
Viajar o infinito
E num mundo de sonhos bons repousar
Quem me dera! Quem me dera!
Ser um poeta, mesmo que aprendiz
E estes versos simples
Ao mundo levar


Lucas de Carvalho Dantas (Sergipe, 1994). Poeta, contista e músico. Natural da cidade Frei Paulo. É autor do livro de poesias “Gotas de Inspiração”. Cursa Física licenciatura na Universidade Federal de Sergipe.

One thought on “ Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Lucas de Carvalho Dantas ”

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