Elo

Teu amor é uma mancha escura,
Incômoda à minha solidão;
Istmo entre a vida e a morte,
Ruído musical que me atropela
E pede o que tenho de vulgar:
Meu vulto, minha vulva, minha volta,
Reveste de cal a tristeza,
Química pacificadora,
E me detém
Na pontinha do anzol em que estou içada,
Presa pela epiderme, desguarnecida,
Diminuta
E contudo amante.


Victória Monteiro (Arujá, 1996). Um pouco de Clarice, Hilda, Ana C., e muito de mim.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Victória Monteiro

Comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s