Poema experimental

próxima estação
você passa a mão
na SUA BARBA
poderia ser uma conspiração
seu sorrisinho fala
no meio das entrelinhas cabe um flerte
será?
eu quero que querer querido que diz que sim
desejo:
arame de algodão
doce
violência do açúcar
violência corte arame
é sua língua
entrou
encostou
(a minha que já não é mais minha)
ah. fagulha quebra o ar do silêncio
grampeador grampeia miocárdios
por 15 segundos
todo mundo veste preto no nascimento
joga uma rosa
vermelha
no túmulo
AQUI JAZ PAZ
você propaga que acaba e esmaga
olho-olho
os ou o
pirotecnia de rebuliço
o vácuo se debate que fibra pede arrego
tem doce deleite melando suas palavras que saem
penso
hesito
êxito
no disfarço pensamento
escondo
me preparo pra dizer […] estação. desço aqui. tchau. pós-texto: nunca mais o vi.


Cauê Monteiro (São Paulo, 1998). Estudante de produção audiovisual; aspirante a escritor.

Posted by:Jorge Pereira

Produtor cultural e agente literário pernambucano baseado no Rio de Janeiro e São Paulo. Fundador da Casa Philos e editor-chefe da Revista Philos. Curador de festivais literários e de arte contemporânea.

Uma resposta para “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Cauê Monteiro

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