Sal

alguns povos mais antigos
comerciavam sal artigo que
não era barato na Europa
naquele tempo pelas
suas diversas utilidades
era também forma de pagamento
daí vem a palavra salário
o que eles não contavam
era o surgimento do dinheiro
capitalismo outras iguarias
pimenta ouro nióbio pré-sal
o que agora nos parece óbvio
até hoje matam e morrem
por quinquilharias e ninharias
agradeço que ainda
não descobriram aquilo
que realmente cicatriza:
o sal da tua pele.


Lucas Túlio Pereira (Belo Horizonte, 1994). É estudante de Letras pela Universidade do Estado de Minas Gerais. Está prestes a lançar seu primeiro livro de poemas, intitulado “autoantologia ínfima (de um poeta estreante)”.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Lucas Túlio Pereira

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