Recuerdo lunar

I.
Cargo tanto cielo en mi…!
que los límites pretextan,
me tortura esta tranfusión de colores ambiguos
que un recuerdo lunar preñó en mi.

II.
Me torné ciudad de extremos
peso de la distancia
acuestas…
descontrol de los segmentos
registro perimetral de ausencias.

III.
Entre espíritus y límites, me escojo,
Entre pretextos y espíritus: mis ojos…
enigma que me lanza fuera de mí mismo
si acaso existe ese nombre…

IV.
Me degusto vísceralmente opaco…

Arcoíris
Muérome de una muerte ajena,
convocada,
muérome en agudos levantados:
rencores próximos
que exitan,
cuerpos extraños que tiemblan.

Muérome de lo que no me pertenece
de la réplica de mis sueños.
una muerte que duele lejos, y que vacila…
en sollozos
de cara al sol.


Yoanky Cordero Gómez (Cuba, 1978). Doctor en Letras. Profesor de Lengua y Literatura española.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Neolatina: Muestra de poesía española, por Yoanky Cordero Gómez

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