Não poderia viver de mentiras,
De máscaras e interesse;
A verdade é semelhante a um adolescente,
A máscara caiu – é o que diz você sem saber da verdade,
Nas suas palavras, mentiras e desilusões;
Na minha vida, noites mal dormidas;
A imundice toma conta do ser,
O coração dilacera e devasta a mente,
Um apelo suave obstinado a um amigo,
Obrigado por não me deixar morrer,
Com tudo, os sonhos desaparecerem,
Eis aí o dono da verdade!
Aquele que vê o mundo acertado à sua maneira,
E fala mentiras com realidade,
À noite, vejo suas mentiras ocultas,
Mudam-se o tempo, os corpos, mas nunca as máscaras,
E minhas poesias, minha dança, meu rosto, pra você, continuam sendo farsa,
Que o poder do outro não confunda as nossas verdades!
Que a gente conheça o poder do outro sem esquecer-se do nosso.


Benedito Teixeira Pires Filho (Itapipoca, 1992). Acadêmico de Enfermagem da Universidade Estadual Vale do Acaraú-UEVA, Técnico de Enfermagem.

Posted by:Jorge Pereira

Produtor cultural e agente literário pernambucano baseado no Rio de Janeiro e São Paulo. Fundador da Casa Philos e editor-chefe da Revista Philos. Curador de festivais literários e de arte contemporânea.

Uma resposta para “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Benedito Teixeira Pires Filho

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