Noites frias

Ventos obscuros sopram pelas brechas da janela,
No espelho vejo um reflexo sutil do meu ser
Minha mão se espalha sobre aquele pedaço de vidro
Com os olhos fechados me entrego;
Reparto-me…
Metade de mim são cacos estilhaçados,
Na outra metade a solidão faz morada,
O amor olha de soslaio e se esconde.
Procuro dentro de mim o que espatifa,
Espedaça, amordaça e sufoca a minha alma;
Nada encontro e nada vejo, a dor me cega os olhos.
Abro-os com esforço e uma lágrima amarga escorre pela face,
Refaço-me e saio mais uma vez em busca de mim.


Rogelma Sousa (Itapipoca, Ceará). Formada em Letras-Português pelo Instituto de Estudos e Pesquisas do Vale do Acaraú – IVA, professora de instituição privada. Amante da leitura, apaixonada pela vida, lê nas horas vagas e escreve por inspiração, autora do conto Amor à primeira vista.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Rogelma Sousa

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