Em ciclo giratório, – a noite que era sóbria, nas bebidas e volúpias constantes – em cruzeiro à deriva… O surto das danças em salão – as alegrias amálgama.
Entre corpos impuros, e excitados aos ritmos musicais – das quimeras cegas. – O adeus estava próximo, nas curvas aprumadas do vento nebuloso, – ao sul da costa, da vida. O vinho deleita os lábios, – das sóbrias vítimas que despejaram as alegrias em mar aberto…
Em segundos, a noite de néctar, – se apossam do inferno terror, de sujeitos pedindo socorro; outros se afogam ao vento frio,
– verdade! Outros se enforcam em cordas à deriva, milhares de corpos boiando, – e o mínimo em embarcação que sofre aos fortes ventos do sul…
Em ciclo giratório, a embarcação, – esvanecer ao sombrio mar…


Gustavo Souza (Piranhas, Alagoas, 1992). Poeta e crítico licenciado em História pela Universidade Federal de Alagoas. Menção honrosa na categoria de novos poetas do Concurso Sarau Brasil da Editora Vivara (2015).

Publicado por:Jorge Pereira

Recifense, produtor cultural, editor-chefe da Revista Philos e criador da Casa Philos.

Um comentário sobre ldquo;Naufrágio, por Gustavo Souza

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