O milagre do amor

Será o amor chaga ardente em febre,
Ou fé a orar pelo dom do milagre
Advindo de uma entidade, não propriamente divina,
Mas humana e, portanto, finita e carnal?

Será o amor a promessa da vida
A ser paga de joelhos,
Com dor, prazer, lágrimas e sangue
Bombardeado, vermelho e auto regenerante?

Será o amor o unguento bento,
Ou será o amor o suor de um peregrino
A caminhar descalço rumo à cidade santa,
À casa de um senhor supremo, milagreiro e salvador?

Será a mesma fé, transcendente projeção do amor?


Emanuela Rodrigues (Goiás, 1983). Escritora, poetisa e artista visual. É autora autopublicada da obra Metamorphose de Sophia e do livro, Pelo andar da carruagem. Escreve temas diversos, entre os quais regionalismo e realismo fantástico. Foi a responsável pela direção de arte da Philos #5 do ano 1.

Publicado por:Jorge Pereira

Recifense, produtor cultural, editor-chefe da Revista Philos e criador da Casa Philos.

2 comentários sobre “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Emanuela Rodrigues

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