O milagre do amor

Será o amor chaga ardente em febre,
Ou fé a orar pelo dom do milagre
Advindo de uma entidade, não propriamente divina,
Mas humana e, portanto, finita e carnal?

Será o amor a promessa da vida
A ser paga de joelhos,
Com dor, prazer, lágrimas e sangue
Bombardeado, vermelho e auto regenerante?

Será o amor o unguento bento,
Ou será o amor o suor de um peregrino
A caminhar descalço rumo à cidade santa,
À casa de um senhor supremo, milagreiro e salvador?

Será a mesma fé, transcendente projeção do amor?


Emanuela Rodrigues (Goiás, 1983). Escritora, poetisa e artista visual. É autora autopublicada da obra Metamorphose de Sophia e do livro, Pelo andar da carruagem. Escreve temas diversos, entre os quais regionalismo e realismo fantástico. Foi a responsável pela direção de arte da Philos #5 do ano 1.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Emanuela Rodrigues

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