Caminho

Eu caminho para um lado,
o mundo venta pro outro.
Andando contra esse movimento,
acabo enxergando o passado.
Sem querer, faço o caminho
entre o passado e o passarinho
que o mundo já tinha riscado.
Resta saber se estamos
indo para o mesmo lado
eu e o mundo caminhando
para o paraíso perdido
ou para o caso sofrido
de desposar-me com o destino
e acabar matando Laio.


Pâmela Côrtes (São Paulo, 1989). Caiu na vida e não consegue mais levantar. Mestre em Direito, trabalhadora de muita coisa, e escritora de qualquer coisa em tempo integral. Já publicou aqui algumas vezes. Tem um blog, nem sempre atualizado: emrecortes.wordpress.com.

One thought on “ Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Pâmela Côrtes ”

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