Caminho

Eu caminho para um lado,
o mundo venta pro outro.
Andando contra esse movimento,
acabo enxergando o passado.
Sem querer, faço o caminho
entre o passado e o passarinho
que o mundo já tinha riscado.
Resta saber se estamos
indo para o mesmo lado
eu e o mundo caminhando
para o paraíso perdido
ou para o caso sofrido
de desposar-me com o destino
e acabar matando Laio.


Pâmela Côrtes (São Paulo, 1989). Caiu na vida e não consegue mais levantar. Mestre em Direito, trabalhadora de muita coisa, e escritora de qualquer coisa em tempo integral. Já publicou aqui algumas vezes. Tem um blog, nem sempre atualizado: emrecortes.wordpress.com.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Pâmela Côrtes

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