Sem título

Há uma barreira invisível
que o distancia do toque
do choque entre polos
do tremor entre as partes.

Há um olho cego
que não quer ver o que vê
mas, como janela aberta,
deixa a luz entrar.

Há um corpo nu
com medo e sede
preso em uma ilha
de sal e solidão.

Há um coração de lata
enferrujado pelo tempo
amassado por batidas
continuando a bater.


Marina Soares (Brasil, 1996). Designer e fotógrafa. Apaixonada pelos prazeres da vida.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Marina Soares

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