Sem título

Há uma barreira invisível
que o distancia do toque
do choque entre polos
do tremor entre as partes.

Há um olho cego
que não quer ver o que vê
mas, como janela aberta,
deixa a luz entrar.

Há um corpo nu
com medo e sede
preso em uma ilha
de sal e solidão.

Há um coração de lata
enferrujado pelo tempo
amassado por batidas
continuando a bater.


Marina Soares (Brasil, 1996). Designer e fotógrafa. Apaixonada pelos prazeres da vida.

One thought on “ Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Marina Soares ”

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