Quando a morte decair em meus pés, o céu terá uma grande festa, – os poetas mortos, se encontrarão em um paraíso de flores… As poesias estarão vivas, com Manuel Bandeira e Vinicius… As prosas, – serão as falas em comunicação de amor, entre a vida e a morte, entre o sonho e o inferno. Os poetas mortos darão as mãos ao novo mundo da imaginação, – de Augusto dos Anjos, com os vermes famintos… Clarice Lispector, com seus olhos estranhos, nos encaminha a belos poemas, sem cor, em sonho… – A felicidade maior, em um mundo de encanto é o vinho, o álcool em meu sangue, que sumiu em sopro…
Os poetas mortos dançam em uma felicidade impossível, aqui na terra. – Aqui é eterno, no outro lado, é súbito… – Sentado escrevo, o sonho, as alegrias, o amor o encontro dos poetas mortos.


Gustavo Souza (Piranhas, 1992). Recém-graduado em História pela Universidade Federal de Alagoas – Campus Sertão, em Delmiro Gouveia, é poeta crítico. Tem como destaque no mundo literário o 4º lugar no concurso nacional Novos Poetas Sarau Brasil, realizado pela editora Vivara em 2015, conseguindo menção honrosa e publicação em antologia; além de várias publicações em coletâneas.

Publicado por:Jorge Pereira

Recifense, produtor cultural, editor-chefe da Revista Philos e criador da Casa Philos.

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