Na estreia da sessão Philos Sonora, apresentamos a produção videográfica e musical da LAIALaboratório de Intervenção Artística -, que inclui a arte, o coco e a música de resistência do Mestre Zé Negão, pauta do artigo “Diferentes pés que sambam a mesma pisada: coco de senzala de Camaragibe (PE) e as relações entre gerações”, da antropóloga Ana Luiza Canalli Santos, publicado na edição especial da Philos sobre literatura negra contemporânea.
O Laboratório surgiu em 2003 com intuito de colaborar na preservação e manutenção da cultura popular na cidade de Camaragibe, município da Região Metropolitana do Recife (PE) e cidade sede da Philos – Revista de Literatura da União Latina. O grupo visa garantir o acesso aos meios de produção, preservação de patrimônio e difusão cultural, através da pesquisa e valorização dos Mestres, artistas e folguedos tradicionais.
A LAIA desenvolve no “Canto das Memórias Mestre Zé Negão” atividades de expansão e reconhecimento da cultura afro-latina de Camaragibe.

A tradicional Sambada da Laia guiada pelo Mestre Zé Negão e seus seguidores, esquentam as noites culturais camaragibenses e reafirmam a tradição oral das comunidades de origem africana no Brasil. Apresentamos uma seleção de músicas de ritmos de coco afro-latino com forte presença dos tambores e do sincretismo africano.

As vivências do grupo e os relatos e memórias de um Brasil escravizado inspiraram a produção do disco Tumbeiro, em referência aos navios de carga que transportavam os negros africanos até os destinos onde seriam comercializados. Conheça o projeto e saiba como colaborar:

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Sambada da Laia, coco, mestres e música negra de resistência e reconhecimento, por Souza Pereira

Comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s