Na estreia da sessão Philos Sonora, apresentamos a produção videográfica e musical da LAIALaboratório de Intervenção Artística -, que inclui a arte, o coco e a música de resistência do Mestre Zé Negão, pauta do artigo “Diferentes pés que sambam a mesma pisada: coco de senzala de Camaragibe (PE) e as relações entre gerações”, da antropóloga Ana Luiza Canalli Santos, publicado na edição especial da Philos sobre literatura negra contemporânea.
O Laboratório surgiu em 2003 com intuito de colaborar na preservação e manutenção da cultura popular na cidade de Camaragibe, município da Região Metropolitana do Recife (PE) e cidade sede da Philos – Revista de Literatura da União Latina. O grupo visa garantir o acesso aos meios de produção, preservação de patrimônio e difusão cultural, através da pesquisa e valorização dos Mestres, artistas e folguedos tradicionais.
A LAIA desenvolve no “Canto das Memórias Mestre Zé Negão” atividades de expansão e reconhecimento da cultura afro-latina de Camaragibe.

A tradicional Sambada da Laia guiada pelo Mestre Zé Negão e seus seguidores, esquentam as noites culturais camaragibenses e reafirmam a tradição oral das comunidades de origem africana no Brasil. Apresentamos uma seleção de músicas de ritmos de coco afro-latino com forte presença dos tambores e do sincretismo africano.

As vivências do grupo e os relatos e memórias de um Brasil escravizado inspiraram a produção do disco Tumbeiro, em referência aos navios de carga que transportavam os negros africanos até os destinos onde seriam comercializados. Conheça o projeto e saiba como colaborar:

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Publicado por:Jorge Pereira

Recifense, produtor cultural, editor-chefe da Revista Philos e criador da Casa Philos.

Um comentário sobre ldquo;Sambada da Laia, coco, mestres e música negra de resistência e reconhecimento, por Souza Pereira

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