Amor de ciranda

por onde, por onde você esteve, meu amor?
por onde, por onde você andou?
como uma brisa fresca nos cabelos
você esteve ali
pelos oceanos
abrindo os céus
levando as nuvens, junto a névoa;
nascer
da aurora.

meu coração, agora, é um anoitecer
pálido
e cansado,
relembrando os jardins
de termos deitado
durante aquela primavera
feliz.

amor de ciranda
de mãos dadas
girando, girando
caindo
no sono.


Alves Candeira (Belém, 1996). Apaixonado pela filosofia crítica e a força da simplicidade, procura mostrar o peso de cada palavra num conjunto de estilos literários diversificados.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Alves Candeira

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