Amor de ciranda

por onde, por onde você esteve, meu amor?
por onde, por onde você andou?
como uma brisa fresca nos cabelos
você esteve ali
pelos oceanos
abrindo os céus
levando as nuvens, junto a névoa;
nascer
da aurora.

meu coração, agora, é um anoitecer
pálido
e cansado,
relembrando os jardins
de termos deitado
durante aquela primavera
feliz.

amor de ciranda
de mãos dadas
girando, girando
caindo
no sono.


Alves Candeira (Belém, 1996). Apaixonado pela filosofia crítica e a força da simplicidade, procura mostrar o peso de cada palavra num conjunto de estilos literários diversificados.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Editor chefe da Philos, escritor e curador de festas literárias.

Uma resposta para “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Alves Candeira

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