Eu

Aquela batida que atrapalha o ritmo
Aquela verruga sobre a pela alva
Aquela mancha branca na pela morena
Aquele risco tremido que imperfeita o traço
Aquele fio branco que brilha na cabeleira negra
Aquele carro enguiçado na avenida às dezoito horas
Aquilo que traz uma lembrança triste na manhã de domingo
Aquilo que traz um riso no canto da boca no momento mui solene
Aquilo que coça o nariz na hora da foto
Aquém do projeto que se realiza
Aquém do desejo consumado
Aquém da serenidade e da virtude

Aquela, Aquele, Aquilo e o sempre Aquém: Sou eu sempre!!!
Em querelas, quereres, pensamentos intranquilos
e a perpétua vontade de nunca dizer amém.


Mandu Holanda (Ceará, Brasil). Pedagogo por formação, Oficial de Justiça por profissão, Músico por diversão, Boêmio por vocação e Poeta por obrigação.

Posted by:Jorge Pereira

Produtor cultural e agente literário pernambucano baseado no Rio de Janeiro e São Paulo. Fundador da Casa Philos e editor-chefe da Revista Philos. Curador de festivais literários e de arte contemporânea.

Uma resposta para “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Mandu Holanda

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