Eu

Aquela batida que atrapalha o ritmo
Aquela verruga sobre a pela alva
Aquela mancha branca na pela morena
Aquele risco tremido que imperfeita o traço
Aquele fio branco que brilha na cabeleira negra
Aquele carro enguiçado na avenida às dezoito horas
Aquilo que traz uma lembrança triste na manhã de domingo
Aquilo que traz um riso no canto da boca no momento mui solene
Aquilo que coça o nariz na hora da foto
Aquém do projeto que se realiza
Aquém do desejo consumado
Aquém da serenidade e da virtude

Aquela, Aquele, Aquilo e o sempre Aquém: Sou eu sempre!!!
Em querelas, quereres, pensamentos intranquilos
e a perpétua vontade de nunca dizer amém.


Mandu Holanda (Ceará, Brasil). Pedagogo por formação, Oficial de Justiça por profissão, Músico por diversão, Boêmio por vocação e Poeta por obrigação.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Escritor e Editor chefe da Revista Philos. Biomédico e Mestre em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco. Cursou História crítica e social do pensamento, da literatura e das Artes (Portugal). É co-fundador da casa editorial Camará Cartonera e do Espaço Cultural Maus Hábitos (Brasil). Autor dos livros A tarde dos elefantes e outros contos (2014), Polissemia (2015) e Olhos de Onda (2016). Artista visual e colaborador do Espacio Cultural Violeta (Chile) e do Colóquio Escrever nas Margens (Portugal). Colabora com diversas revistas de literatura latina na Europa e América Latina.

One thought on “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Mandu Holanda

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