Anfiteatro de sombras

a propósito de minha cabeça de vento
megatons de incertezas [voix crepusculaires que jazem em
meu horto de girassóis petrificados]

(brados longínquos a adornar – melancólicos – as esquinas desalumiadas)

punhais de iniquidade
atassalhando a carne puída do campesino [canções de guerra
que se ouvem em vilas longínquas]

apatias e luas fenecidas
valas comuns de incertezas [sorrisos amarelecidos
de saltimbancos macambúzios]

oh, maldita sensação de morte – essa que amanhece comigo –
justo quando os primeiros raios de sol
adentram sem cerimônia meu anfiteatro de sombras!


Marven Junius Franklin (Santarém, 1967). Poeta 2° colocado no Concurso Nacional Novos Poetas, Prêmio CNNP 2017. Menção honrosa no Concurso Literário de Literatura Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil (ALACIB) e Vencedor do X Concurso Literário de Presidente Prudente – Ruth Campos.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Editor chefe da Philos, escritor e curador de festas literárias.

Uma resposta para “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Marven Junius Franklin

Comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s