A vida

Padre Antônio, a minha vida…
– O que há com a sua vida?
Querem acabar com ela.
Quem quer acabar com a sua donzela?
O destino.
Ó, Bartolomeu!
O que foi, Padre?
Ensinei-lhe e não aprendeu!
Vamos repassar…
Para começar,
O destino é seu e
Pode ser seu amigo ou inimigo.
Quero que seja meu amigo,
Padre,
Para não interferir na minha donzela.
– Então, faça coisas boas e não se esqueça,
Sempre com cautela!
Cautela?
Sim, com cautela.
Pois pode virar seu inimigo,
Entendestes meu filho?
Sim, Padre.
Agora, não fiques acolhido com o que lhe digo.
Por quê?
Há coisas que acontecem na vida que não têm explicação,
A culpa não é sua, nem do destino.
E de quem seria?
Até hoje, não se sabe não.


Priscila Panza (São Paulo, 1992). Adora ler e escrever desde criança. Não é escritora profissional. Atualmente cursa Serviço Social na Universidade Paulista (UNIP).

Publicado por:Jorge Pereira

Recifense, produtor cultural, editor-chefe da Revista Philos e criador da Casa Philos.

Um comentário sobre ldquo;Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Priscila Panza

Deixe uma resposta