Tardia e calma

retido
ao rumor do escuro.

no aguardo
do sol que levanta
zonzo
sonolento de estrelas.

beirando o mar
descobrindo novas ondas
que dissolvem mais
e chegam mais
cada vez mais
perto de meus pés.

gaivotas que bicam
tropical de moreias.

no desbotar dos olhos
descolorir dos pelos.

desmanchando o sal
pelos corais, nos recifes
pelo oco
nos ventos do amanhã.


Alves Candeira (Belém, 1996). Apaixonado pela filosofia crítica e a força da simplicidade, procura mostrar o peso de cada palavra num conjunto de estilos literários diversificados.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Editor chefe da Philos, escritor e curador de festas literárias.

Uma resposta para “Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Alves Candeira

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