Sem título

E elas que até parecem buscar
No meio do mar
E em qualquer lugar,
Nas trevas da noite,
Na claridade do dia,
No ventar da praia,
Ou até mesmo
No estático dos prados
Mais do que profissionais
E até divinas,
Me fazem lembrar
De outras orquestras,
Em outros palcos,
Que tão bem quanto elas
Desviam pausadamente
Ao passear de cada nota
E se findavam
Como no fim do horizonte,
Ou do poço;
Como no fim de cada pauta
E se desfaziam.
Grandes músicas
Que me faziam
Perder de vista
O tempo
Que não se perde
Ao vê-las brilhar
Lá no céu
Ou em qualquer lugar.


Josué Sousa (Fortaleza, 1998). Atualmente acadêmico de enfermagem na Universidade Federal de Pelotas.

Publicado por:Jorge Pereira

Recifense, produtor cultural, editor-chefe da Revista Philos e criador da Casa Philos.

Um comentário sobre ldquo;Neolatina: Mostra de poesia lusófona, por Josué Sousa

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