morbo

Eu e o caos.
O caos
e eu.
Você e eu.
Eu
e eu.
Era assim,
minha ideologia barata
resumida em caos
e num talvez nosso
que no futuro
foi só
poesia.

morbo

Yo y el caos.
El caos y yo.
Usted y yo.
Yo y yo.
Era así,
mi ideología barata
resumida en caos
y en un tal vez nuestro
que en el futuro
fue sólo
poesía.

morbidité

J’et le chaos.
Le chaos et je.
Vous et je.
J’et je.
Il était ainsi,
mon idéologie bon marché
résumée en chaos
et en un peut-être à nous
que dans le futur
a été seulement
poésie.

morbositat

Jo i el caos.
El caos i jo.
Vostè i jo.
Jo i jo.
Era així,
la meva ideologia barata
resumida en caos
i en un tal vegada nostre
que en el futur
va ser només
poesia.

Tradución de Souza Pereira


Giulia Ramos (Rio de Janeiro, Brasil, 2001).Vive em suas próprias contradições. Teve seu primeiro poema, “Sarcasmo”, uma paródia de “Não há Vagas” de Ferreira Gullar, publicado no livro “Poetguese” em 2014. Em 2016, publicou seu primeiro livro, “2302”, com o objetivo de mostrar sua maneira de ir além das correntes que nos aprisionam.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Editor chefe da Philos, escritor e curador de festas literárias.

Uma resposta para “neolatina: morbo de Giulia Ramos

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