cinco e trinta

Pontual
Todo dia nesse mesmo horário, sem precisar de despertador
Ele levanta
Uma água no rosto
Camisa de botão independente do clima
Ele parte e pega a primeira fornada da padaria
Seus pés velhos
Em chinelos que parecem ser ainda mais
O céu ainda nem clareou
O primeiro galo ainda nem cantou
Acho que o grito que anuncia a manhã é dele
Sim, acho que Deus lhe deu essa missão:
Afinal, quem mais poderia acordar o mundo
Senão alguém com o cesto cheio de sonhos?


Rennan Leta (Rio de Janeiro, 1995). Poeta, carioca, integrante do Coletivo Poetas Favelados, autor do livro de Palavras do Mundo, estudante de jornalismo, colunista do Voz das Comunidades e Slammer.

Posted by:Souza Pereira

Souza Pereira (Recife, 1994). Editor chefe da Philos, escritor e curador de festas literárias.